Meus olhos e meu coração focam o tempo todo o objetivo final.


Desperto a persistência e a paixão para nunca - e isto quer dizer "nunca" mesmo - contentar-me com menos.

Boa Leitura e Paz Profunda!


Arrependimento

O arrependimento é a chave que nos dignifica, a alavanca que torna-nos neófitos, o símbolo da humildade e bom caráter.

Pelo fato de formarem-se, no interior das ostras, devido à introdução de um corpo estranho, um grão de areia por exemplo, ou um verme microscópio, conceitua-se que as pérolas simbolizem o arrependimento.

Seu raro brilho e cor sugerem pureza.

A dignidade antes de uma revolução intima de consciência provém de um exame de consciência, pesando-se os fatos, assumindo as faltas impelidas pela mudança no modo de pensar e na maneira de agir, desta forma estamos abrir as portas aos horizontes de condutas retas.

Muitas vezes o erro de nosso próximo se deve a uma falta de atitude psicológica precisa para com este.

A palavra pecado é terminologicamente oriunda da palavra grega armatia cujo significado é "afastar-se da meta".

...Arrependei-vos pois é chegado o reino dos céus!

Os teólogos ao ensinarem seus discípulos à praticidade de boas obras a fim de merecerem o paraíso, compreendem um céu exteriorizado. Céu e Inferno conceituam-se não serem lugares extra-humanos, mas estados de consciência intra-humanos.

Resta-nos compreender se a mente humana está preparada para imacular-se, esquivando-se da identificação para com o mau exemplo.

"A vós (que sois os discípulos escolhidos) é revelado o mistério do Reino de Deus. Mas aos outros (aqueles que não o são, a multidão) tudo é comunicado por meio de parábolas, de sorte que: Olhando não vejam; Ouvindo não entendam; e jamais se convertam e lhes sejam perdoados os pecados." (Marcos,IV,11-12)

O perdão existe apenas para os pecadores que se tornam conscientes de que o são, mediante o arrependimento.

O pecado só toma consistência mediante três fatores atuados: - saber, querer, fazer, o que nos leva a conceituar que exista uma determinada segurança na ignorância. Mas essa segurança está para aqueles que ainda conceituam alcançarem reinos celestiais distantes do esforço intimo em exteriorizar tais reinos no próprio ambiente aonde se encontra. Torna-se, então, a ignorância um salvo conduto do comodismo.

Devido à falta de ciência ou a inabilidade em conter o próprio ego adentramos em armatia, de modo que ora o saber, ora o querer não se concretiza, de maneira que isto torna-nos livre de máculas.

Porém existem aqueles que alertam para que não existe perdão para quem peca sabendo!

Afirmações deste tipo conduzem o pecador reincidente à uma evasiva mental de continuo delito, numa busca desenfreada de prazeres inconseqüentes antecedendo seu despojo à níveis infra-dimensionais segundo sua crença, desesperançando o caído em contrario à um reanimo auto-realizador psico-espiritual, que por sua vez afetará toda a coletividade. Além do fato da ciência comprovar que o temor à hierarquia é o principal agente de estresse à qualquer ser humano independente de sua faixa etária.

A prática do mal em sua necessidade e do bem em sua necessidade é uma afronta ao principio cósmico cristão que visa o resgate do pecador, além de uma incompreensão das leis kármicas naturais e inflexíveis.

O redimido torna-se o redentor, embora o acomodo levem indivíduos a aconselhar o extermínio de pessoas condizentes com a esfera psicológica da brutalidade ao invés de uma recondução à níveis psicológicos elevados, abstendo-se de colocar-se no intimo do pecador aplicando-lhe a misericordiosa alavanca de uma ascensão intima.

O mal praticado para o semelhante encontra-se presente na superficialidade, enquanto torna-se intrínseco para o praticante, pois o arrependimento desvanece a nódoa psíquica, persistindo, porém, a mancha psíquica, denotando o centro de gravidade psicológico manipulado pelos próprios valores negativos engendrados no decorrer de nossa existência devido aos adharmas, estratificando nas profundezas do subconsciente novas ondas de hábito vicioso irradiando ondas negativas para a zona do consciente.

Tal como a física os adharmas podem ser anuladas por porcentagens equivalentes de dharmas, lembrando-nos então de perdoar 70 vezes 7 vezes, para que como o pai nosso ensina sejamos perdoados assim como perdoamos, enquanto cabe a consciência particular do prejudicado aceitar ou não essa reparação mediante o livre-arbítrio, se seu próprio valor negativo não se forjar como falsa justiça.

"Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objecto de sua criação..." Einstein.

Todo o redimido sincero converte-se à um redentor em potencial.

E podemos adentrar na filosofia:

Aonde começa o pecado, ou aonde ele termina, se não pode haver um Juiz tão sábio para julgar a Razão que o determina: isso parte para o princípio de que a Causa Primária rege todas as coisas e não há nada que não seja por Ela regido.

O que nos leva ao pensamento de Einstein:

"Ele não joga dados com o mundo" - Einstein

Pois, reinar no inferno é o tormento dos que não cedem seus ideais à consciência superior situada em si mesmo, portanto cabe-nos, a cada um de nós, nos ínfimos eventos do quotidiano exteriorizar o paraíso.

Arrepender-se e recorrer no erro é tornar-se um explorador de misericórdia, vendo nos setenta vezes sete do perdão Divino um valor que não lhe importasse ao caminho a seguir na consciência de um futuro perdão, salvo devido às nossas próprias fraquezas, essas que surgem quando edificamos nossa filosofia de vida sobre as areias ao invés de construirmos nosso caráter sobre a rocha.

Devemos produzir antes frutos dignos de arrependimento...

A prudência, o entendimento, a interpretação correta de todos os fatos, mediante a um mínimo grau de discernimento e sabedoria interior pode evitar conseqüências catastróficas no que tange ao destino do próprio ser e de seus semelhantes.

De modo algum devemos nos estagnar no remorso, antes produzirmos frutos dignos de arrependimento, o que se torna uma atitude dharmica, anulando os resíduos psicológicos adharmicos do psiquismo, lembrando que, para que algo se torne um pecado é necessário coabitar mentalmente com o mal, e o perdão existe para o pecador, já que este não está incluso naquele que não sabe e a ignorância também é a trave que não conduz à mudança de atitude.

"Para que sejamos pessoas plenas, muito poucos possuem a luz e a coragem de pagar o preço do sacrifício pela humanidade, não digo de um sacrifício sanguinolento, mas de um sacro-ofício (Trabalho-Santo). É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços.... (Temos que aprender a andar no fio da navalha de forma a abandonarmos a máscara da personalidade e viver com o trabalho árduo do auto-conhecimento). Dando o Maximo de si pelas Nobres Causas tornando-nos exemplos de uma retidão de caráter, pagando o preço de nossos equívocos humildemente anulando-os com a mesma proporção de boas obras, tornando-nos assim pedreiros de um edifício cujas colunas torais levam o nome de Amor e Sabedoria. Sabedoria esta que se predispõe quando cortejamos a dúvida e a ignorância, sem crer-nos detentores do verdadeiro conhecimento, atuando nos conflitos da vida com a coragem e aceitação do viver ou morrer destruindo nosso ego e desaprisionando as virtudes por estes abafadas. Precisamos amar ao próximo e usarmos nossas ferramentas de trabalho, e, não amarmos nossas ferramentas de trabalho e usarmos o próximo. Somos todos os seres passiveis de resgate do apego à matéria, assim sendo somos Sagrados e Divinos, pois o Senhor nos criou a sua imagem e semelhança, assim sendo somos abençoados pelo nosso Deus Interior, com o arrependimento e a concreta crença absoluta no perdão, já não somos miseráveis pecadores, como diriam os "Órficos": "Somos deuses, apenas nos esquecemos disto!". O fato de termos esquecido disto e recordar-mo-nos de que disto esquecemos torna-se o primeiro passo para uma mudança benigna de nosso caráter em busca da reunião, o religare com nosso DEUS INTERIOR (Pai em oculto) uníssono ao PAI CÓSMICO (Pai que está nos Céus). Assim tomemos o líquido do esquecimento de nosso passado profano, coloquemos uma pedra no que se foi e residuou-se como fantasmas em nossa mente a brindar-nos ou perseguirmos e passemos a edificar o futuro neste instante, trabalhando com os três fatores de revolução de consciência: Negue-se a si mesmo, apanhe sua cruz e siga-Me, disse A Luz do Mundo. Lembrando-se sempre que o Amor, o siga-Me exposto por Cristo, tange ou transcende todas as leis. Esse é o Amor incondicional que não visa méritos em especial para si, mas felicita-se com a auto-realização psico-espiritual do próximo."

(Autor: Glass Eagle)

Os Chakras e Suas Funções

Sahasrara = Mil Folhas

Chakra Coronário

Local: Topo da Cabeça

Glândula: Pineal ou Epífese

Mantra: HUM ou AUM

Planeta: Urano

Partes do corpo: Córtex Cerebral e sistema nervoso central

Pedra: Ametista

Funções: Ascensão, iluminação, aceitação do mistério total, SER

Cor: Violeta e Branco

Elemento: Sutil

Ajna = Perceber, Conhecer, Comandar

Chakra Frontal

Local: Entre as Sobrancelhas

Glândula: Pituitária ou Hipófise

Mantra: OM

Planeta: Vênus e Júpiter

Partes do corpo: Olhos, corpo hipotalâmico, sistema límbico, cerebelo, cérebro, memória, troca de neurônios

Pedra: Azurita

Funções: Visão do mundo espiritual, intuição, percepção extra-sensorial

Cor: Azul-Índigo

Elemento: Sutil

Vishuddha = Purificação

Chakra Laríngeo

Local: Garganta

Glândula: Tireóide e Paratireóide

Mantra: HAM

Planeta: Júpiter

Partes do corpo: Garganta, cordas vocais, amígdalas, boca

Pedra: Água Marinha e Sodalita

Funções: Comunicação, transformação, responsabilidade, expressão

Cor: Azul-Claro

Elemento: Éter

Anahata = Inatacável

Chakra Cardíaco

Local: Na base do externo, entre os mamilos

Glândula: Timo = Thymos = Alma

Mantra: YAM

Planeta: Netuno

Partes do corpo: Pulmões, aparelho cárdio-circulatório

Pedra: Quartzo Rosa e Malaquita ou Quartzo Verde

Funções: Abre os pulmões, acalma o ritmo cardíaco, destrói o medo, possibilita a participação no plano Divino, levando à salvação

Cor: Verde e Rosa

Elemento: Éter

Manpura = Jóia Brilhante ou Magnífica

Chakra Explênico, Umbilical ou Plexo Solar

Local: Altura do estômago

Glândula: Pâncreas

Mantra: RAM

Planeta: Sol e Marte

Partes do corpo: Estômago, fígado, baço, vesícula, intestino delgado, músculos

Pedra: Enxofre, Citrino, Âmbar

Funções: Afeta os relacionamentos, as experiências e relações com o mundo, coloca o ego em ação, atuando no mundo físico, psíquico e espiritual. Possibilita seguir regras e códigos ou rompê-los. Permite intoxicações, estados de choque, jogos de poder em todos os níveis, dependências e frustrações.

Cor: Amarela

Elemento: Fogo

Svadhishthana = Casa, Doce Casa

Chakra Sacral

Local: Três dedos abaixo do umbigo

Glândula: Gônadas – Testículos e Ovários

Mantra: VAM

Planeta: Lua e Mercúrio

Partes do corpo: Rins, bexiga, uretra, útero, intestino grosso, ânus, vagina, ovários e testículos

Pedra: Cornalina

Funções: Aspectos afetivos, aceitação de si mesmo, do próprio tempo, dos próprios desejos, cria vida física – tocar e ser tocado, lida com sensações físicas e psíquicas, com desajustes emocionais, fobias, histerismo, afeta a menopausa ou andropausa

Cor: Laranja

Elemento: Água

Muladhara = Raiz, Fundamento, Alicerce

Chakra Básico

Local: Cóccix

Glândula: Supra-Renal

Mantra: LAM

Planeta: Terra e Saturno

Partes do corpo: Intestino Cego (parte do intestino grosso), ossos, sangue

Pedra: Rubi, Granada Vermelha ou Ágata Vermelha

Funções: Lida com aceitação do visível, com os medos e inseguranças ligados à sobrevivência na Terra, com a sensação de posse, com a percepção de espaço, com o situar-se no trabalho, nas finanças, com a auto defesa física, acionando hormônios para lutar ou fugir. É a sede da energia da Kundalini.

Cor: Vermelha

Elemento: Terra

(A Cura pela Meditação - Cristina Cairo)

O Após Vida

A morte ocorre no momento da separação do corpo psíquico do corpo físico. Também aprendemos que durante alguns dias o falecido ainda continua preso aqui, no corpo psíquico e, posteriormente, haverá aquilo que podemos chamar de "segunda morte", quando a consciência abandona o corpo psíquico e vai ocupar o plano de consciência correspondente ao seu nível de evolução.Assim como o corpo físico do falecido fica sem vitalidade, sem consciência, ocorre o mesmo com o corpo psíquico que também não possui consciência, já que esta é um atributo da alma.

Se a vida é movimento e ação é óbvio supor que a vida espiritual seja exatamente o oposto, de quietude e contemplação. Assim, a nossa consciência, nos planos espirituais em que ocupamos (o nível em que nos encontramos antes de nos iluminarmos ao atingir a consciência cósmica), não é agitada pelos fenômenos e acontecimentos (fatos) como ocorre no contato com a matéria.

Estamos vencendo nossa condição animal para, assim, nos humanizarmos. E, temos esta oportunidade toda vez que encarnamos e nos deparamos com situações criadas pelo ego que nos obrigam a profundas reflexões para vencê-las, através do sofrimento dos erros causados por ele mesmo. Certamente que estamos ainda no processo de humanização e, para tanto, precisamos vencer e superar nossa condição e tendência animal.

A conclusão lógica deste raciocínio é que quanto mais vezes uma personalidade-alma tenha se encarnado, mais o domínio do ego sobre esta é menos acentuado, da mesma forma que uma personalidade que esteja apenas em suas primeiras encarnações estará completamente dominada por ele.

A idéia que concebemos em relação ao após-vida determina o nosso modo de viver. Certamente são as nossas crenças que têm nos impedido de apreendermos a bela simplicidade das leis que envolvem o nascimento e a morte.

(Hideraldo Montenegro F.R.C. –

www.amorc.org.br)

Dias Iluminados

Ás vezes uma flor tem de regar-se de lagrimas para desabrochar.

Com o choro feminino que começa a tornar mulher adulta

Nem que seja choro de uma contrariedade de quem não indulta

Deixando-a voar como Ícaro num grande e duradouro despertar.

Vida, um eterno resignar para o andamento,

Senhor da razão de todos seus momentos,

Ele nunca conspira contra seus elementos.

Somente dá vazão a voz do seu coração.

Que mais é a vida que uma grande ilusão?

Como alguém pode querer sempre ter razão?

Se o imprevisto nos aguarda a cada esquina,

O amor em si nunca o imponderável determina.

Por isto sobre a vida não existe influência total,

Discordar faz parte de ser saudável e normal.

Cabe ao mais prático avaliar, repensar atitude.

Retroceder na hora certa se faz grande virtude.

Ou o amor de uma vida se desvirtuará do caminho.

E o final de quem tanto manipulava, ficar sozinho.

Por não repartir o que a mãe natureza lhe brindou,

Por vezes saber abrir mão, prova o quanto amou.

(Almadey)

Amizade ou Egoísmo?

"Por que as pessoas insistem tanto em que os outros façam o que não querem fazer? Amizade? Egoísmo? Ora um caso ora o outro? Qual será o maior egoísta? O que não faz o que os outros querem? Ou o que insiste em que os outros façam o que não querem fazer? Difícil decidir. Talvez... talvez o segundo, porque está sempre tomando iniciativas egocêntricas, desrespeitando os desejos dos outros. Mesmo quando motivado por amizade, desejando sinceramente que os outros tenham prazer, ou desejando sua companhia, talvez esteja sendo egocêntrico; talvez esteja falhando em se colocar, realmente, no lugar dos outros; talvez esteja projetando seu ego para os outros esperando que eles pensem e ajam como ele próprio. A amizade pode ser sincera, mas o egocentrismo (sutil, inconsciente) é concomitante e forte. Se não houvesse egocentrismo, a amizade o levaria a sentir-se feliz em que os outros fizessem o que realmente quisessem fazer.

Convidar? Sim. Insistir a ponto de constranger? Nunca! Um convite? Amizade. Insistência constrangedora? Egoísmo. Amizade? Então respeito à prerrogativa dos outros de ser e viver á sua maneira.

Prerrogativa de ser e viver... Não conheço maior justiça, nem mais amorosa lei: SER E DEIXAR SER; VIVER E DEIXAR VIVER. Verdadeiro lema a ser praticado pro todos os que de fato desejam um mundo em paz. Como poderia haver guerras? Ou simples desavenças? RESPEITO! Eis a chave! Se pudéssemos todos... Sonho; somos primitivos e vivemos ainda sob o domínio do ego.

É... A gente roda, roda, e cai sempre nesta mesma causa maior dos problemas humanos: o EGO! E o curioso e estúpido da situação é que esse ego não existe! Isto é, não é uma coisa, uma substância, ou um ente. É um mero fenômeno de consciência, sensação psicológica de individualidade. E pensar que nisso que não existe, que é impressão psicológica, criamos nós mesmos o monstro que nos devora..."

(O Cochilo do Guarda do Pêndulo – O Espírito do Espaço, Zaneli Ramos)